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segunda-feira, 19 de maio de 2008

Dez mil terceirizados da Revap-Petrobras aprovam continuidade da greve em SJCampos (SP)

Em assembléia na manhã desta segunda-feira, dia 19, cerca de 10 mil trabalhadores terceirizados da Revap (refinaria da Petrobras, em São José dos Campos), votaram a continuidade da greve iniciada na sexta, dia 16.


Estes trabalhadores em greve são os responsáveis pela obra de modernização da refinaria, que está 100% parada. A mobilização reivindica a negociação do reajuste salarial da categoria, cuja data-base é agora em maio.


A pauta já foi entregue em março, mas até agora as empresas não responderam aos trabalhadores e o sindicato da categoria (ligado à CUT) também nada fez.


A mobilização está sendo liderada pela Conlutas (Coordenação Nacional de Lutas), que há cerca de duas semanas também esteve à frente de outra mobilização dos trabalhadores da construção civil, em Fortaleza.


Na sexta, o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil (CUT) se colocou contra a greve e abandonou os trabalhadores. A traição gerou grande indignação na categoria, que expulsou o sindicato da assembléia realizada nesta segunda-feira.


A reivindicação dos trabalhadores é que o consórcio de empresas responsável pela obra negocie com a Comissão de Trabalhadores, eleita pela assembléia. A comissão inclui trabalhadores da obra, da Conlutas, do Sindicato dos Metalúrgicos e do Sindicato dos Petroleiros.


Cerca de 60% dos trabalhadores são caldeireiros, fresadores, serralheiros, soldadores, enfim, atuam em atividades metalúrgicas.


"Diante da forte mobilização, as empresas tentam atacar o movimento e alegam que a Conlutas é estranha à categoria. Mas, o apoio dos 10 mil trabalhadores é incontestável. Inclusive, dois diretores do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil também apóiam o movimento", disse o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos e coordenador regional da Conlutas, José Donizete de Almeida.

"As empresas têm de parar de enrolar e negociar as reivindicações dos trabalhadores, cujos salários estão extremamente arrochados", disse.


Por volta das 11h, os trabalhadores da Revap permanecem em frente à entrada da refinaria e uma nova assembléia será realizada às 11h30 para decidir sobre os próximos encaminhamentos.

As reivindicações dos trabalhadores são:


- 20% de aumento real + INPC para todos os salários;

- redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salários;

- pagamento de 100% de horas extras realizadas durante a semana e aos sábados e de 150% aos domingos, sem banco de horas;

- auxílio-alimentação (ajuda de custo) para todos;

- auxílio-passagem a cada dois meses para os que moram fora;

- eleição de uma Comissão de Trabalhadores nas obras das refinarias de São José e São Sebastião, como também nos canteiros de obras em andamento, para junto com o sindicato conduzir as negociações;

- e o mesmo tratamento aos trabalhadores terceirizados, que é dado aos efetivos, principalmente nas questões relacionadas à saúde, higiene, segurança, salário, convênios, etc.

Fonte: www.sindmetal.org.br

quarta-feira, 26 de março de 2008

BH: trabalhadores de empresa de telemarketing estão em greve. Conlutas (MG) pede solidariedade

As trabalhadoras e trabalhadores da AeC - CENTRO DE CONTATOS S/A, uma das principais empresas de telemarketing de Belo Horizonte/MG, entraram em greve nessa quarta-feira, dia 12 de março.

A greve é dirigida pela nova diretoria do Sinttel – Sindicato dos Trabalhadores em Telefonia e Telecomunicações – que tomou posse há oito meses, derrotando a antiga diretoria, ligada à CUT. Da atual diretoria participam militantes e simpatizantes da CTB e da Conlutas, além de dissidentes da CUT.

A empresa paga salários miseráveis e ainda vem descontando, de maneira indevida, algumas verbas dos salários dos trabalhadores, sem qualquer explicação. O piso para o trabalhador de 6 horas é inferior ao salário mínimo vigente.

Os trabalhadores são muito jovens e a grande maioria da categoria é formada por mulheres. A AeC presta serviços para o município de Belo Horizonte e para o estado de Minas Gerais e para empresas como a BHTrans e TIM.

Segundo Andréia Umbelina, diretora do Sindicato, “mais de 70% dos trabalhadores em call center são mulheres e muitos vivem a experiência do primeiro emprego. As condições de trabalho são precárias, os trabalhadores vivem sob intensa pressão no ambiente de trabalho para atingir as metas estipuladas pelas empresas. O tempo para ir ao banheiro é de apenas cinco minutos e muitos trabalhadores adoecem, contraem infecções. O lanche é uma porcaria. Por essas e outras questões o Sinttel está ao lado do trabalhador reivindicando melhores condições de trabalho e um salário digno”.

Os grevistas têm se reunido e feito suas refeições na sede da Conlutas, no centro de BH, onde foi montado o comando da mobilização.

Conlutas MG
(mensagem de 12 de março 2008)
Site da Conlutas: www.conlutas.org.br