Não leve desaforo para casa. Em várias empresas os operadores estão percebendo o quanto assusta os supervisores e ameaça os lucros da empresa, quando eles se organizam e reivindicam melhores condições. Vários operadores juntos possuem uma grande força, que supera o perigo do desemprego e das represalhas.
Lembre-se, sem os operadores o call center não vai funcionar!!!
O MJT vai até a empresa divulgar para todos os funcionários, através de boletins, as irregularidades e condições precárias de emprego.
Mande um e-mail para nós com as informações sobre sua empresa, para que nos juntemos nessa luta.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Crescimento do emprego formal: Trabalhadores em luta
O Ministério do trabalho comemora um de seus grandes feitos, o crescimento do emprego formal. Em janeiro este crescimento foi de 35,5% ante o mesmo mês de 2007. Os maiores crescimentos são referentes a setor de indústrias de Transformação (50.045 postos), serviços (49.077 postos) e construção civil (38.643). Este relativo aumento no emprego com carteira assinada é referente a um amento de demandas internas. Um crescimento econômico junto com o aumento nos empréstimos, favoreceram a construção de imóveis e do consumo.
Tamanho crescimento do emprego não é proporcional a uma diminuição no desemprego, que só é 0,5% inferior ao ano passado. Este ano é 9,5%, nas regiões metropolitanas, enquanto em 2007 era 10%, o que nos mostra um gande crescimento da população economicamente ativa, assim como uma certa transferência do setor informal para o setor formal. Assim, o crescimento no mercado de trabalho ainda não é o suficiente para assegurar a inclusão de toda a demanda.
Em 2008 o crescimento previsto é de 1,8 milhões de novos trabalhos. Porém, a crise que ronda os EUA e os países europeus não perdoará o Brasil por mais um ano. Especialistas acreditam que em 2009 os empregos serão afetados.
Outra característica do mercado de trabalho é o aumento de vagas que exigem maior qualificação. Para resolver tal problema o governo ira destinar 800 milhões reais para convênios com instituições que promovam formação profissional, incluindo sindicatos. Desta forma o governo mata muitos coelhos com uma única cajadada, privatiza cada vez mais a educação, na medida em que não investe nas instituições públicas de educação e atrela os sindicatos a estrutura estatal, ferindo sua independência e autonomia, dificultado a organização das lutas dos trabalhadores, sua verdadeira função.
O que podemos concluir com certeza é que cresce a classe trabalhadora no Brasil. Episódio como esse já vimos em outros momentos da história, como na década de 30, com a industrialização, durante o governo do Vargas; com a abertura da economia para as transnacionais, no governo militar, e em ambos os casos ocorreram grandes lutas dos trabalhadores. As greves no ABC, no final de 70 e começo de 80 não nos deixam mentir.
E agora, o que dará a equação do crescimento do mercado de trabalhos, junto com as precarizações, através dos trabalhos terceirizados, dos ataques as leis trabalhistas, como a Reforma da Previdência, Trabalhista e Sindical?
Os trabalhadores vão se calar e abrir mão da sua parte no crescimento da economia para manter os enormes lucros das empresas?
Tamanho crescimento do emprego não é proporcional a uma diminuição no desemprego, que só é 0,5% inferior ao ano passado. Este ano é 9,5%, nas regiões metropolitanas, enquanto em 2007 era 10%, o que nos mostra um gande crescimento da população economicamente ativa, assim como uma certa transferência do setor informal para o setor formal. Assim, o crescimento no mercado de trabalho ainda não é o suficiente para assegurar a inclusão de toda a demanda.
Em 2008 o crescimento previsto é de 1,8 milhões de novos trabalhos. Porém, a crise que ronda os EUA e os países europeus não perdoará o Brasil por mais um ano. Especialistas acreditam que em 2009 os empregos serão afetados.
Outra característica do mercado de trabalho é o aumento de vagas que exigem maior qualificação. Para resolver tal problema o governo ira destinar 800 milhões reais para convênios com instituições que promovam formação profissional, incluindo sindicatos. Desta forma o governo mata muitos coelhos com uma única cajadada, privatiza cada vez mais a educação, na medida em que não investe nas instituições públicas de educação e atrela os sindicatos a estrutura estatal, ferindo sua independência e autonomia, dificultado a organização das lutas dos trabalhadores, sua verdadeira função.
O que podemos concluir com certeza é que cresce a classe trabalhadora no Brasil. Episódio como esse já vimos em outros momentos da história, como na década de 30, com a industrialização, durante o governo do Vargas; com a abertura da economia para as transnacionais, no governo militar, e em ambos os casos ocorreram grandes lutas dos trabalhadores. As greves no ABC, no final de 70 e começo de 80 não nos deixam mentir.
E agora, o que dará a equação do crescimento do mercado de trabalhos, junto com as precarizações, através dos trabalhos terceirizados, dos ataques as leis trabalhistas, como a Reforma da Previdência, Trabalhista e Sindical?
Os trabalhadores vão se calar e abrir mão da sua parte no crescimento da economia para manter os enormes lucros das empresas?
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Denuncie aqui as injustiças de seu local de trabalho!!
Estamos fazendo um abaixo assinado reivindicando melhores condições de trabalho, específico para a Teleperformance (ler texto abaixo). Vários funcionários ajudaram na elaboração do panfleto e do abaixo assinado e estão colhendo assinaturas.
Hoje, três ativistas do MJT (Movimento da Juventude Trabalhadora), na primeira atividade pública da campanha, em uma permanência de uma hora e meia, conseguiram 43 assinaturas, mesmo que no começo as pessoas estivessem receosas, por serem as primeiras, foi um grande começo, de uma grande vitória.
Durante este pouco tempo em que estivemos na empresa, foram muitas as denuncias que escutamos dos operadores emputecidos com as condições de trabalho, mas tal realidade não se limitava a um operador, mas sim, era uma realidade da empresa.
Denuncie aqui você também, o que está acontecendo no seu local de trabalho, para que outras pessoas possam saber.
Hoje, três ativistas do MJT (Movimento da Juventude Trabalhadora), na primeira atividade pública da campanha, em uma permanência de uma hora e meia, conseguiram 43 assinaturas, mesmo que no começo as pessoas estivessem receosas, por serem as primeiras, foi um grande começo, de uma grande vitória.
Durante este pouco tempo em que estivemos na empresa, foram muitas as denuncias que escutamos dos operadores emputecidos com as condições de trabalho, mas tal realidade não se limitava a um operador, mas sim, era uma realidade da empresa.
Denuncie aqui você também, o que está acontecendo no seu local de trabalho, para que outras pessoas possam saber.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Teleperformance: Operadores dizem um basta ao trabalho escravo
Uma série de acontecimentos “coincidentes” mostram que a Teleperformance em nada difere das demais empresas de telemarketing, é regida pura e simplesmente por uma coisa, os lucros. Qualidade Total, o que eles dizem – com foco nos erros e desconsiderando os acertos – é um logotipo bonito para escravização digital.
Os operadores são avaliados constantemente sempre buscando encontrar erros de atendimento e mesmo se seu desempenho seja alto, a busca se refina em atendimentos curtos para encontrar procedimentos não executados, visando sempre desconto de nota e redução da sua performance. Nunca é recebido feed-back de desempenho ótimo, estes não são enfatizados.
As contas mais malucas fazem com que a nota final dos operadores seja sempre baixa. Seria isso uma forma de driblar o benéfico de participação nos lucros? Parece que sim.
Mas, não fui suficiente para a Teleperformance tencionar o operador para que ele se supere e se desdobre em mil, eles arranjaram uma nova forma de lucrar mais com cada operador, além de trabalharem 20 minutos a mais, os operadores são obrigados a trabalharem sem folgas. Em dezembro, a jornada de trabalho mudou, as escalas foram modificadas e há operadores trabalhando de 10 a 12 dias sem uma folga semanal.
Alguns supervisores, por perceberem que os trabalhadores estão muito descontentes com isso, já disseram que foi um erro essa atual escala de folgas. Erro mesmo?
Por lei, de acordo com a CLT, folgas semanais são obrigatórias, mas a lei que a empresa segue não é a mesma que beneficia o trabalhador, mas a que visa os lucros.
Para a NR 17 a folga semanal obrigatória, também, é explicita, como mostra ponto 5.1.1.:“Aos trabalhadores é assegurado ... pelo menos um dia de repouso semanal remunerado coincidente com o domingo a cada mês, independente de metas, faltas e/ou produtividade.”
Resultado: estresse total na operação, e a orientação dos "chefes" supervisores aos operadores que ficam pela operação auxiliando operadores com dúvidas, foi:..."Informem para os operadores que esta escala não é definitiva, mas se alguém reclamar, anote o nome e funcional, que no próximo mês essa pessoa não estará mais aqui, essa pessoa não serve para trabalhar na empresa. Se alguém reclamar, pode dizer que quem vai aprovar escala de folga de fim de ano sou eu e eu vou usar critérios meus para dizer quem vai ou não sair de folga nos feriados de fim de ano..." - Sr. Fulano.
E os critérios? Subjetivos, os supervisores quando têm folgas extras para oferecer, fazem individualmente, de forma não clara, ninguém nunca sabe qual o critério já que absenteísmo zero e login/logout não são considerados para isso, apesar de ser dito que sim.
Se a empresa diz que o posicionamento é "gente ligando gente", como obriga um funcionário a trabalhar até 12 dias seguidos como escravos, isso parece ser "gente explorando gente". Fora a ameaça que foi feita para os operadores na parte de suporte. Se não venderem antivírus e firewall eles serão mandados embora. Isso porque foram contratados para prestação de suporte e não para vendas. Na real, o suporte tem 200 operadores a menos, é claro que vai ter um acúmulo de tarefas, mas funções que não cabem ao funcionário já é descarado.
No meio de tanta palhaçada a Teleperformance deveria ser coberta com uma enorme lona. Os operadores já estão percebendo que tais absurdos não acontecem com um ou outro, mas são coisas cada vez mais freqüentes na empresa. Mas, sem os operadores, quem vai receber as ligações, os supervisores?
É por isso que estamos fazendo um abaixo assinado, para que todos possam mostrar sua indignação e exigir em conjunto o que é nosso por direito, respeito ao nosso trabalho!
Os operadores são avaliados constantemente sempre buscando encontrar erros de atendimento e mesmo se seu desempenho seja alto, a busca se refina em atendimentos curtos para encontrar procedimentos não executados, visando sempre desconto de nota e redução da sua performance. Nunca é recebido feed-back de desempenho ótimo, estes não são enfatizados.
As contas mais malucas fazem com que a nota final dos operadores seja sempre baixa. Seria isso uma forma de driblar o benéfico de participação nos lucros? Parece que sim.
Mas, não fui suficiente para a Teleperformance tencionar o operador para que ele se supere e se desdobre em mil, eles arranjaram uma nova forma de lucrar mais com cada operador, além de trabalharem 20 minutos a mais, os operadores são obrigados a trabalharem sem folgas. Em dezembro, a jornada de trabalho mudou, as escalas foram modificadas e há operadores trabalhando de 10 a 12 dias sem uma folga semanal.
Alguns supervisores, por perceberem que os trabalhadores estão muito descontentes com isso, já disseram que foi um erro essa atual escala de folgas. Erro mesmo?
Por lei, de acordo com a CLT, folgas semanais são obrigatórias, mas a lei que a empresa segue não é a mesma que beneficia o trabalhador, mas a que visa os lucros.
Para a NR 17 a folga semanal obrigatória, também, é explicita, como mostra ponto 5.1.1.:“Aos trabalhadores é assegurado ... pelo menos um dia de repouso semanal remunerado coincidente com o domingo a cada mês, independente de metas, faltas e/ou produtividade.”
Resultado: estresse total na operação, e a orientação dos "chefes" supervisores aos operadores que ficam pela operação auxiliando operadores com dúvidas, foi:..."Informem para os operadores que esta escala não é definitiva, mas se alguém reclamar, anote o nome e funcional, que no próximo mês essa pessoa não estará mais aqui, essa pessoa não serve para trabalhar na empresa. Se alguém reclamar, pode dizer que quem vai aprovar escala de folga de fim de ano sou eu e eu vou usar critérios meus para dizer quem vai ou não sair de folga nos feriados de fim de ano..." - Sr. Fulano.
E os critérios? Subjetivos, os supervisores quando têm folgas extras para oferecer, fazem individualmente, de forma não clara, ninguém nunca sabe qual o critério já que absenteísmo zero e login/logout não são considerados para isso, apesar de ser dito que sim.
Se a empresa diz que o posicionamento é "gente ligando gente", como obriga um funcionário a trabalhar até 12 dias seguidos como escravos, isso parece ser "gente explorando gente". Fora a ameaça que foi feita para os operadores na parte de suporte. Se não venderem antivírus e firewall eles serão mandados embora. Isso porque foram contratados para prestação de suporte e não para vendas. Na real, o suporte tem 200 operadores a menos, é claro que vai ter um acúmulo de tarefas, mas funções que não cabem ao funcionário já é descarado.
No meio de tanta palhaçada a Teleperformance deveria ser coberta com uma enorme lona. Os operadores já estão percebendo que tais absurdos não acontecem com um ou outro, mas são coisas cada vez mais freqüentes na empresa. Mas, sem os operadores, quem vai receber as ligações, os supervisores?
É por isso que estamos fazendo um abaixo assinado, para que todos possam mostrar sua indignação e exigir em conjunto o que é nosso por direito, respeito ao nosso trabalho!
- Por uma escala de folgas que respeite o descanso semanal garantido por lei!
- Contra os 20 minutos que os operadores trabalham a mais de graça, operador trabalha 6 horas e não 6 horas e 20 minutos! (olhem em seus contratos de trabalho)
- Contra o excesso de tarefas e ligações. Funcionários do suporte não tem que vender!
- Notas de monitorias não devem ser divulgada para todos juntos e sim para o teleoperador em particular.
- Por aumento salarial – não a salário de fome!
- Por uma CIPA na Teleperformance. Construir uma sindicato combativo e de luta
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Por uma nova Central dos trabalhadores de luta e combativa!
Stress, tendinite, gastrite, desmaios, dor de cabeça, são coisas que fazem parte do cotidiano dos operadores de telemarketing. Reflexo do trabalho repetitivo, sob pressão, que visa sugar até a última gota do trabalhador.
Infelizmente, o telemarketing não é uma exceção no mercado de trabalho. A lógica de diminuir os gastos da empresa para aumentar os lucros e a competitividade entre elas predomina em toda parte. Para isso, a terceirização é muito eficaz, pois um trabalhador terceirizado chega a ganhar até a metade que aquele que trabalha direto para a empresa, exercendo a mesma função.
Não é a toa que as vagas consideradas de baixa qualificação, tem crescido absurdamente, nas quais as condições de trabalho são precárias, a carga horária é maior e o salário cada vez menor. Tais vagas estão no setor de serviços e comércio e são os jovens quem as ocupam, na maioria das vezes. O Telemarketing é uma das categoria que mais cresceu nos últimos anos, o que nos mostra que esta realidade que puni o trabalhador só tende a aumentar.
Mesmo com todo a repressão dos patrões, que tentam preservar seus lucros, o ano de 2007 foi marcado por uma retomada das lutas. Foram bancários, metroviários, metalúrgicos, funcionários públicos, professores, jovens, estudantes, entre muitos outros que foram para a rua, fizeram greve, paralisações, campanhas salariais, lutas contra ataques a categoria......
O ano passado começou intenso, com o encontro dos trabalhadores contra as reformas neoliberais, que retira direitos históricos dos trabalhadores, como licença maternidade, 13° salário, e contou com 6 mil trabalhadores de todo o país . Deste encontro foi tirado um calendário de luta, que terminou com uma grande marcha a Brasília, em outubro, com 20 mil trabalhadores.
Porém, a falta de alternativas e referência de luta tem marcado nosso momento histórico. A CUT (Central Única dos Trabalhadores), que jogou um papel importante de organizar as grandes lutas da década de 80, hoje tenta imobilizar os trabalhadores, para não prejudicar os lucros das empresas. A CUT ao apoiar e defender os interesse do governo, como a Reforma Trabalhista e Sindical, deixou os trabalhadores órfãos de uma entidade que unifique e potencialize as várias lutas que estão ocorrendo. Já a Força Sindical, sempre esteve do lado dos patrões. Tal realidade reflete a ausência de representação real e efetiva da categoria de telemarketing pelo Sintratel e Sintetel.
Foi neste contexto, que foi criada a Conlutas (Coordenação Nacional de Lutas), iniciativa de trabalhadores que diante das contradições existentes em seu local de trabalho e na sociedade, perceberam que podiam construir uma ferramenta de luta para alterar esta realidade. Hoje a Conlutas é composta por sindicatos, movimentos sociais e populares, jovens e estudantes do Brasil inteiro, que lutam contra os ataques do governo aos trabalhadores, contra qualquer forma de opressão e exploração, por melhores condições de trabalho...
Vai ocorrer do dia 3 a 6 de julho, o I Congresso da Conlutas, um espaço aberto para discutirmos a realidade de vida dos trabalhadores e , principalmente, como nos organizar para lutarmos por melhores condições de trabalho e de sobrevivência. Achamos que para isso a construção de uma nova central sindical e popular, que reúna a Conlutas e outras organizações sindicais e movimentos sociais, que estão conosco na luta é essencial e que este congresso pode ser um passo importante.
Onde existe exploração existe resistência, como já dizia Che Guevara e, nós do MJT complementamos, que onde existem trabalhadores unidos existem vitórias. Junte-se a nós nessa luta e participe conosco do congresso da Conlutas!
Infelizmente, o telemarketing não é uma exceção no mercado de trabalho. A lógica de diminuir os gastos da empresa para aumentar os lucros e a competitividade entre elas predomina em toda parte. Para isso, a terceirização é muito eficaz, pois um trabalhador terceirizado chega a ganhar até a metade que aquele que trabalha direto para a empresa, exercendo a mesma função.
Não é a toa que as vagas consideradas de baixa qualificação, tem crescido absurdamente, nas quais as condições de trabalho são precárias, a carga horária é maior e o salário cada vez menor. Tais vagas estão no setor de serviços e comércio e são os jovens quem as ocupam, na maioria das vezes. O Telemarketing é uma das categoria que mais cresceu nos últimos anos, o que nos mostra que esta realidade que puni o trabalhador só tende a aumentar.
Mesmo com todo a repressão dos patrões, que tentam preservar seus lucros, o ano de 2007 foi marcado por uma retomada das lutas. Foram bancários, metroviários, metalúrgicos, funcionários públicos, professores, jovens, estudantes, entre muitos outros que foram para a rua, fizeram greve, paralisações, campanhas salariais, lutas contra ataques a categoria......
O ano passado começou intenso, com o encontro dos trabalhadores contra as reformas neoliberais, que retira direitos históricos dos trabalhadores, como licença maternidade, 13° salário, e contou com 6 mil trabalhadores de todo o país . Deste encontro foi tirado um calendário de luta, que terminou com uma grande marcha a Brasília, em outubro, com 20 mil trabalhadores.
Porém, a falta de alternativas e referência de luta tem marcado nosso momento histórico. A CUT (Central Única dos Trabalhadores), que jogou um papel importante de organizar as grandes lutas da década de 80, hoje tenta imobilizar os trabalhadores, para não prejudicar os lucros das empresas. A CUT ao apoiar e defender os interesse do governo, como a Reforma Trabalhista e Sindical, deixou os trabalhadores órfãos de uma entidade que unifique e potencialize as várias lutas que estão ocorrendo. Já a Força Sindical, sempre esteve do lado dos patrões. Tal realidade reflete a ausência de representação real e efetiva da categoria de telemarketing pelo Sintratel e Sintetel.
Foi neste contexto, que foi criada a Conlutas (Coordenação Nacional de Lutas), iniciativa de trabalhadores que diante das contradições existentes em seu local de trabalho e na sociedade, perceberam que podiam construir uma ferramenta de luta para alterar esta realidade. Hoje a Conlutas é composta por sindicatos, movimentos sociais e populares, jovens e estudantes do Brasil inteiro, que lutam contra os ataques do governo aos trabalhadores, contra qualquer forma de opressão e exploração, por melhores condições de trabalho...
Vai ocorrer do dia 3 a 6 de julho, o I Congresso da Conlutas, um espaço aberto para discutirmos a realidade de vida dos trabalhadores e , principalmente, como nos organizar para lutarmos por melhores condições de trabalho e de sobrevivência. Achamos que para isso a construção de uma nova central sindical e popular, que reúna a Conlutas e outras organizações sindicais e movimentos sociais, que estão conosco na luta é essencial e que este congresso pode ser um passo importante.
Onde existe exploração existe resistência, como já dizia Che Guevara e, nós do MJT complementamos, que onde existem trabalhadores unidos existem vitórias. Junte-se a nós nessa luta e participe conosco do congresso da Conlutas!
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