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quarta-feira, 23 de abril de 2008

I Congresso da Conlutas!

O que é Conlutas?
A Coordenação Na­cional de Lutas (Conlutas) é uma organização que reuni sindicatos, movimentos populares, rurais e urbanos, movimento estudantil, movimentos minoritários (mulheres, diversidade sexual, racial) do Brasil inteiro. Ela divulga as notícias, para que os trabalhadores e estudantes estejam a par das lutas do povo e ataques dos patrões no Brasil inteiro. Com isso os trabalhadores não ficam isolados em seu sindicato ou sua empresa, mas podem pedir auxílio financeiro e político (outros trabalhadores pressionarem os chefes de outra empresa, etc).

Também, muitas das lutas não são específicas de uma categoria (professores, metalúrgicos, operadores de telemarketing...), mas são lutas da classe trabalhadora, como a luta contra as reformas neoliberais do governo Lula, que retira direitos históricos dos trabalhadores, como licença maternidade e o 13° salário, aumenta a idade de aposentadoria para as mulheres. Em outubro do ano passado a Conlutas foi protagonista na organização de uma marcha em Brasília com 20 mil trabalhadores do Brasil inteiro.

Por que ela foi criada?
Para organizar a luta dos trabalhadores pelos seus direitos. As organizações que deveriam representar os trabalhadores e os estudantes, CUT (Central Única dos Trabalhadores) e UNE (União Nacional dos Estudantes) hoje estão completamente do lado do governo. Estas organizações cumpriram um papel importante nas lutas dos trabalhadores, porém, perderam a perspectiva de classe, de lutar somente com os trabalhadores, sem se unir com os patrões.

Muitos que antes dirigiam greves sindicais e atos estudantis, que pertenciam a CUT e a UNE, hoje possuem cargos altos no governo e impedem que os trabalhadores façam greve para não comprometer a imagem do governo. Desta forma, estas entidades são coniventes com as reformas do governo (as reformas universitária, trabalhista, sindical, da previdência), que atacam os trabalhadores.

Ela é suficiente? Como avançar?
A Conlutas é um grande avanço para os trabalhadores e trabalhadoras, que durante muito tempo não tinha para onde recorrer quando estava indignado(a) com a exploração que sofria em seu trabalho. Porém, os ataques que nós trabalhadores (as) sofremos dos patrões e do governo, com retiradas de direitos e piora na qualidade de trabalho, não são poucos.
Para que sejamos vitoriosos e consigamos melhoria reais precisamos de uma união e uma força maior, o que pode ser facilitado por uma central sindical. Sabemos a importância que possui uma central sindical. A CUT, na década de 80, organizou grande greves e atos que ajudaram conquistar direitos para os trabalhadores.

A Conlutas é um embrião, o primeiro passo para a construção de uma nova central sindical e popular. Junto com outras organizações sindicais, como a Intersindical, sindicatos, movimentos populares e estudantis, poderemos organizar diferentes setores da classe trabalhadora lutando pela mesma bandeira: uma sociedade igualitária, sem exploração, sem patrões e com a igualdade entre homens e mulheres.

Seja um protagonista desta história. Participe do I Congresso nacional da Conlutas, que vai ocorrer nos dias 3-6 de julho, em Betim (MG)!

Plenária do MJT para
tirar delegados para o congresso da Conlutas:
domingo 04/05, às 17 horas,
r. Carlos Petit, 199 (travessa da
r. Vergueiro), metrô Ana Rosa

quarta-feira, 26 de março de 2008

BH: trabalhadores de empresa de telemarketing estão em greve. Conlutas (MG) pede solidariedade

As trabalhadoras e trabalhadores da AeC - CENTRO DE CONTATOS S/A, uma das principais empresas de telemarketing de Belo Horizonte/MG, entraram em greve nessa quarta-feira, dia 12 de março.

A greve é dirigida pela nova diretoria do Sinttel – Sindicato dos Trabalhadores em Telefonia e Telecomunicações – que tomou posse há oito meses, derrotando a antiga diretoria, ligada à CUT. Da atual diretoria participam militantes e simpatizantes da CTB e da Conlutas, além de dissidentes da CUT.

A empresa paga salários miseráveis e ainda vem descontando, de maneira indevida, algumas verbas dos salários dos trabalhadores, sem qualquer explicação. O piso para o trabalhador de 6 horas é inferior ao salário mínimo vigente.

Os trabalhadores são muito jovens e a grande maioria da categoria é formada por mulheres. A AeC presta serviços para o município de Belo Horizonte e para o estado de Minas Gerais e para empresas como a BHTrans e TIM.

Segundo Andréia Umbelina, diretora do Sindicato, “mais de 70% dos trabalhadores em call center são mulheres e muitos vivem a experiência do primeiro emprego. As condições de trabalho são precárias, os trabalhadores vivem sob intensa pressão no ambiente de trabalho para atingir as metas estipuladas pelas empresas. O tempo para ir ao banheiro é de apenas cinco minutos e muitos trabalhadores adoecem, contraem infecções. O lanche é uma porcaria. Por essas e outras questões o Sinttel está ao lado do trabalhador reivindicando melhores condições de trabalho e um salário digno”.

Os grevistas têm se reunido e feito suas refeições na sede da Conlutas, no centro de BH, onde foi montado o comando da mobilização.

Conlutas MG
(mensagem de 12 de março 2008)
Site da Conlutas: www.conlutas.org.br

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Por uma nova Central dos trabalhadores de luta e combativa!

Stress, tendinite, gastrite, desmaios, dor de cabeça, são coisas que fazem parte do cotidiano dos operadores de telemarketing. Reflexo do trabalho repetitivo, sob pressão, que visa sugar até a última gota do trabalhador.
Infelizmente, o telemarketing não é uma exceção no mercado de trabalho. A lógica de diminuir os gastos da empresa para aumentar os lucros e a competitividade entre elas predomina em toda parte. Para isso, a terceirização é muito eficaz, pois um trabalhador terceirizado chega a ganhar até a metade que aquele que trabalha direto para a empresa, exercendo a mesma função.
Não é a toa que as vagas consideradas de baixa qualificação, tem crescido absurdamente, nas quais as condições de trabalho são precárias, a carga horária é maior e o salário cada vez menor. Tais vagas estão no setor de serviços e comércio e são os jovens quem as ocupam, na maioria das vezes. O Telemarketing é uma das categoria que mais cresceu nos últimos anos, o que nos mostra que esta realidade que puni o trabalhador só tende a aumentar.
Mesmo com todo a repressão dos patrões, que tentam preservar seus lucros, o ano de 2007 foi marcado por uma retomada das lutas. Foram bancários, metroviários, metalúrgicos, funcionários públicos, professores, jovens, estudantes, entre muitos outros que foram para a rua, fizeram greve, paralisações, campanhas salariais, lutas contra ataques a categoria......
O ano passado começou intenso, com o encontro dos trabalhadores contra as reformas neoliberais, que retira direitos históricos dos trabalhadores, como licença maternidade, 13° salário, e contou com 6 mil trabalhadores de todo o país . Deste encontro foi tirado um calendário de luta, que terminou com uma grande marcha a Brasília, em outubro, com 20 mil trabalhadores.
Porém, a falta de alternativas e referência de luta tem marcado nosso momento histórico. A CUT (Central Única dos Trabalhadores), que jogou um papel importante de organizar as grandes lutas da década de 80, hoje tenta imobilizar os trabalhadores, para não prejudicar os lucros das empresas. A CUT ao apoiar e defender os interesse do governo, como a Reforma Trabalhista e Sindical, deixou os trabalhadores órfãos de uma entidade que unifique e potencialize as várias lutas que estão ocorrendo. Já a Força Sindical, sempre esteve do lado dos patrões. Tal realidade reflete a ausência de representação real e efetiva da categoria de telemarketing pelo Sintratel e Sintetel.
Foi neste contexto, que foi criada a Conlutas (Coordenação Nacional de Lutas), iniciativa de trabalhadores que diante das contradições existentes em seu local de trabalho e na sociedade, perceberam que podiam construir uma ferramenta de luta para alterar esta realidade. Hoje a Conlutas é composta por sindicatos, movimentos sociais e populares, jovens e estudantes do Brasil inteiro, que lutam contra os ataques do governo aos trabalhadores, contra qualquer forma de opressão e exploração, por melhores condições de trabalho...
Vai ocorrer do dia 3 a 6 de julho, o I Congresso da Conlutas, um espaço aberto para discutirmos a realidade de vida dos trabalhadores e , principalmente, como nos organizar para lutarmos por melhores condições de trabalho e de sobrevivência. Achamos que para isso a construção de uma nova central sindical e popular, que reúna a Conlutas e outras organizações sindicais e movimentos sociais, que estão conosco na luta é essencial e que este congresso pode ser um passo importante.
Onde existe exploração existe resistência, como já dizia Che Guevara e, nós do MJT complementamos, que onde existem trabalhadores unidos existem vitórias. Junte-se a nós nessa luta e participe conosco do congresso da Conlutas!