quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Campanha por melhores condições de trabalho

"Pela carga horária de 6 ou 5 horas diárias e não 6 horas e 20 minutos ou 5 horas e 20 minutos"

Em virtude da péssima representação sindical (briga pela representação oportunista do Sintratel e Sintetel), desconto abusivo e unilateral no salário para pagamento de taxa sindical, falta de apoio e descaso com a luta dos trabalhadores e negociação com os patrões.
Em virtude do atual descaso do governo para atender nossos direitos (melhores salários, vale-refeição decente, auxílio creche, ampliação de vagas para cipeiros, pagamento correto de horas extras e muitos outros), ao meramente editar a Norma Regilamentadora - 17, assegurando direitos que já nos eram devidos nos termos da Constituição Federal da República e CLT, e evidenciando sua posição junto aos patrões, tendo em vista ter permitido nos termos desta Lei que as empresas tenham até cinco anos de prazo para se adaptar às normas de ergonomia, saúde do trabalhador, ( um do únicos direitos conquistados, além da irrisória ampliação do intervalo de 15 min para 20 min de descanso). Já que se trata de uma categoria que 90% dos trabalhadores adquirem doenças no trabalho, assumir que por mais 5 anos as condições serão as mesmas é aceitar que esses jovens sejam condenados a uma vida de dor.
Em virtude das empresas operadoras de telemarketing garantirem lucros enormes aos bancos e outras empresas, tercerizando nossa mão-de-obra, nos explorando, nos faltando com respeito, nos demitindo arbitrariamente e nos forçando ilegalmente a trabalhar 20 min a mais a título da "compensação" do tempo usado para alimentação, o que contraria claramente o Artigo 71 da CLT, além de muitos outros meios de exploração.
Assim, realizamos esta campanha, para que não passe despercebida nossa indignação e repúdio a estes ataques e descasos, e manifestamos nossa necessidade de mudança de luta, seja por uma nova representação de trabalhadores, seja pela garantia da aplicação da Constituição Federal e Leis Federais, seja pela nossa participação efetiva nas reivindicações (abaixo assinado, reuniões de trabalhadores, greves e etc), para que possamos exercer nosso trabalho dignamente, e receber o que entendemos ser medida de justiça e nosso por direito.
Exigimos que seja implementada imediatamente a carga horária de 6 horas, não vamos trabalhar nenhum segundo a mais do que exige a lei!!
• Intervalo de almoço de 20 min e não 15 min - ponto 5.4.2 da NR 17
• Intervalo de descanso, para prevenir prejuízos a saúde, em dois períodos de 10 minutos contínuos - ponto 5.4 da NR 17
• Os operadores podem sair de se posto de trabalho a qualquer momento para ir ao banheiro - ponto 5.7 da NR 17
• Tempo de trabalho de 6 ou 5 horas horas, incluído as pausas, sem prejuízo da remuneração- ponto 5.3 da NR 17 e Art. 71 da CLT.

Trabalhador, sua saúde é muito mais valiosa que os lucros das grandes corporações e bancos, lute pelos seus direitos e junte-se ao MJT (Movimento da Juventude Trabalhadora).

Teleperformance: Desrespeito com os trabalhadores

Nós, operadores da Teleperformance, estamos indignados com o desrespeito com nós, funcionários da empresa.
Empresa esta que enche o peito para falar em sua responsabilidade social. 19 toneladas de alimentos, na "Campanha da Páscoa 2006", 34.071 peças entre agasalhos, colchões, etc, na "Campanha do Agasalho 2007" e zero em cara de pau e vergonha na cara. Tanta benevolência e não sobra nada para os teleoperadores?
A empresa Teleperformance desrespeita os direitos do trabalhador. Um exemplo é a carga horária. Como coloca a nova lei, NR17 (Anexo II) a carga horária tem que ser de 6 horas, e não 6 horas e 20 minutos. E dentro dessas 6 horas você tem os 40 minutos de pausas, sem ficar 20 minutos a mais para pagar o horário de pausa. Isso por que a empresa diz que está dentro da NR17.
A empresa que está "dentro da lei", mas não paga Vale Transporte para alguns funcionários, que tem que tirar o dinheiro do próprio bolso e deixar de pagar suas contas, para poder trabalhar. O pior de tudo é que a Teleperformance não sabe quando vai pagar o Vale Transporte, e não quer nem saber se os funcionários tem condições de ir para o emprego.
A empresa investe 50 milhões em infra-estrutura e 14 milhões em treinamento por ano, um total, de 64 milhões de reais, mas não tem o comprometimento que eles mesmos cobram do funcionário. O lucro cresceu de R$ 373 milhões em 2005 para R$ 400 milhões em 2006. O lucro da Teleperformance, no mundo todo é de R$ 3,2 bilhões, o equivalente a 79 mil apartamentos populares no Brasil. A unidade que nós trabalhamos custou 20 milhões, só para atenderem as expectativas do UOL.
De que adianta a empresa ter premiações 7 anos seguidos da Motorola de "Consumidor Moderno de Excelência em Serviços ao Cliente", ter ganhado 12 prêmios nos últimos 2 anos do prêmio ABT, em 2006 de melhor operação de atendimento via web se há exploração na empresa, se a empresa não valoriza o seu funcionário?
A meta da empresa agora é investir no exterior, contratando operadores bilíngües no Brasil. Se eles priorizam esses contratos, que são mais lucrativos e tem mais mercado e abandonam os clientes atuais (ou alguns), isso quer dizer que muitos operadores vão ser mandados embora, principalmente os que não são bilíngües. E os operadores que trabalham com a Brasil Telecon, o que vai acontecer com eles em 2008, quando acabar o contrato?
Já não bastasse tanto desrespeito, o novo presidente da empresa, que nunca nem sentou em uma PA, afirma, sem ficar vermelho, para a revista "Valor Econômico", que "cada profissional também é nosso cliente. Pesquisamos muito esse usuário para atendê-lo da melhor forma possível".
Não podemos deixar que uma empresa que investe mais de 60 milhões de reais nela, lucra absurdos e não investe nos seus funcionários, dando por exemplo um salário mais digno, e passe por cima dos direitos dos trabalhadores como se eles não existissem. Vamos todos nos mobilizarmos assim como seus companheiros de trabalho estão se mobilizando. Vamos brigar por melhores condições de trabalho e um salário mais digno.
Venha construir esse movimento você também!

Fique Atento: a intoxicação é diária!



Texto do Boletim n°1, agosto 2007

Na manhã desta terça feira, dia 14/08, o telemarketing mostrou mais uma vez suas enormes garras aos milhares de jovens que são submetidos a super exploração da categoria. Diariamente a saúde dos 675 mil trabalhadores dos call centers é colocada em risco, 90% deles possuem problemas de saúde geradas pelas péssimas condições de trabalho.
Porém, a ganância por lucros e pela competitividade, não tem limites. A empresa de call center Atento, abriu no ano passado a unidade Belém, que tem capacidade para 2600 PA's (Posição de Atendimento), sendo a maior da América Latina. Esta unidade, além de ser palco de enormes lucros para a empresa, "estreou" hoje os limites da exploração que suga até a última gota de seus funcionários.
Localizada na rua padre Adelino, a unidade Atento Belém, teve suspeita de vazamento de gás, o que gerou a interdição do prédio e da rua, parando a zona leste com um enorme congestionamento. Suspeita, ou realidade? O possível gás levou mais de 30 teleoperadores para os hospitais da região, segundo a assessoria de imprensa da empresa, as vitimas não foram intoxicadas, mas sim, sofreram de "crise nervosa".
Os funcionários sofriam de náuseas, dor de cabeça e ardência nos olhos. O local de trabalho foi vistoriado e nenhum ponto de vazamento foi detectado pelo Corpo de Bombeiros e pela Comgás, para a empresa a causa foi gerada por panos com substâncias não identificadas, encontrados no lixo. Este episódio mostra o estado alarmante de stress e que vivem estes trabalhadores.
Apesar de pregar que seu diferencial em relação as demais empresas de telemarketing é o investimento na qualificação e valorização dos funcionários, a Atento é a empresa que paga pior, menos que um salário mínimo, bem abaixo do piso salarial da categoria, que é 580 reais. Sendo a que mais lucra as custas dos funcionários.
A Atento obteve faturamento recorde em 2006, de 396 milhões de euros (936 milhões de reais). Em 2005 ela cresceu 52,3% em relação ao ano anterior e é a maior empresa de telemarketing no Brasil. Contratou mais de 3000 trabalhadores, neste ano, totalizando 53.257 teleoperadores, o que torna a Atento a 3° empresa privada com mais funcionários, no Brasil.
Sabemos que o modelo adotado em empresas de telemarketing é o ideal para o sistema capitalista e representa o futuro das demais categoria, com a utilização de altas tecnologias, horas de trabalho seguidos, sem intervalos, baixos salários, com altas pressões psicológicas, sem direito de sindicalização e com alta rotatividade de trabalhadores.
Desta forma, o movimento da juventude trabalhadora chama todos a se unirem na luta pelos direitos dos trabalhadores. Precisamos dizer um basta a tanta humilhação e exigir a nossa parte nos enormes lucros.

• Contra hora-extra forçada.
• Direito a intervalo de almoço! Vale transporte e vale
alimentação que cubram os gastos! Direito a auxílio-creche!
• Pela formação de comitês de saúde que encaminhe
denúncias contra as empresas e convênios médicos!
• Abertura imediata das contas das empresas de Call Center!
• Redução da jornada de trabalho sem redução de salário!
• Aumento do piso salarial rumo do salário mínimo da DIESSE (1.600 reais)!
• Jovem trabalhador tambem é estudante! Direito de redução da jornada para possibilitar estudos!
• Pela liberdade de organização sindical! Por um sindicato
democrático e de luta!
• Não às reformas sindical e
trabalhista do governo Lula!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Ei jovem!!!

Bem vindo ao blog do MJT!!!!
Este será um instrumento de comunicação e dialogo entre aqueles que não abaixam a cabeça para as desigualdades e contradições do dia-a-dia!!!
Este blog terá notícias atualizadas, não deixe de acompanhar!!
Valeu!!

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

O que defendemos!!!

Venha construir um movimento pelos direitos da juventude trabalhadora!

Injustiças crescentes. Superlucros e riquezas de um lado. Miséria do outro. Enquanto o salário mínimo continua de fome, 380 reais, o congresso nacional discute dobrar o salário dos deputados federais para 24.500 reais! 
Desde os primórdios do capitalismo a juventude é usada como exército de reserva de trabalho superbarato. Isso é parte da política de dividir para governar e melhor explorar. No Brasil, a juventude trabalhadora se encontra em postos precários, mal pagos, sob péssimas condições. 
O Brasil tem um dos sistemas de educação mais elitizado do mundo que exclui a maioria da juventude trabalhadora. Só um terço dos jovens concluem o ensino médio e apenas 11% estão nas universidades; 27% dos jovens nem estudam e nem trabalham, correndo o risco de serem totalmente marginalizados.
Isso não é suficiente para os capitalistas e seus representantes na caça obsessiva por mais lucros. O governo Lula quer facilitar para os patrões; quer ampliar o número de trabalhos precários e mal pagos. As péssimas condições de trabalho da juventude de hoje pode virar realidade para todos amanhã. É por isso que o governo Lula quer implementar a reforma trabalhista (para retirar direito) e a reforma sindical (para domesticar e burocratizar ainda mais os sindicatos).
Para mudar esse quadro, é necessária a organização da juventude trabalhadora. 
Para isso, estamos lançando o Movimento pelos Direitos da Juventude Trabalhadora, para que você, jovem, em seu local de trabalho, em sua escola e em seu sindicato venha fazer parte dessa luta contra a precarização do trabalho, contra as reforma do governo Lula e pela ampliação de direitos. 
Infelizmente, a UNE e a CUT se tornaram correias de transmissão do governo e não funcionam mais como ferramentas efetivas de defesa da juventude trabalhadora.
Nós somos os que construíram o Movimento dos Sem Educação, lutando pela democratização do acesso à universidade, por exemplo, ocupando a Fuvest em São Paulo. Participamos da luta contra os aumentos da passagem do transporte público e das lutas contra os ataques dos governos de FHC e Lula aos trabalhadores.
Queremos construir um movimento que denuncie as injustiças. Vamos tornar públicos cada caso de exploração, opressão, exclusão e injustiça que tivermos conhecimento. 
Dessa maneira, vamos ser parte da luta contra os ataques dos patrões e dos governos neoliberais nos municípios, estados e no âmbito federal. 
O movimento está em construção e precisamos de sua opinião e vontade de lutar!

• Fim do desemprego! Redução da jornada de
trabalho sem redução de salários! 

• Redução da jornada para possibilitar estudos! Direito de folga no trabalho em dia de prova.

• Precisamos de mais direitos – não menos! Contra as reformas trabalhista e sindical!

• Democratização do acesso à universidade pública! Universidade pública, gratuita e de qualidade 
para todos!
• Por sindicatos democráticos e combativos, 
independentes dos patrões e do governo, que lutem pelos direitos da juventude trabalhadora!

Precisamos de mais direitos – não menos!


Um dos exemplos de como os direitos trabalhistas são minados é o crescimento do telemarketing. Funções que antes eram cumpridas por funcionários das empresas, como nos bancos, hoje são terceirizadas para as empresas de telemarketing que superexploram jovens em condições absurdamente precárias de trabalho. 
A jornada "normal" é de 6 horas, com direito somente a 15 minutos de recesso para comer. Mas, freqüentemente, os trabalhadores são pressionados a fazer horas-extras, para cumprir as "metas" da empresa, sem ou com pouca compensação.
O setor de telemarketing cresceu rapidamente e tem hoje mais de 600 mil funcionários. A maioria são mulheres jovens. 
As péssimas condições de trabalho no telemarketing é um exemplo de como vai ser o futuro para a grande maioria dos trabalhadores com a reforma trabalhista. Telemarketing é só um exemplo. A maioria da juventude trabalhadora está em postos precários, mal paga e em péssimas condições. 
Os estágios também são usados como meio de superexploração, o estudante é mão de obra barata e muitas vezes não recebe nenhuma orientação.

• Contra hora-extra forçada.

• Direito a intervalo de almoço! 
Vale transporte e vale alimentação que cubram os gastos! Direito a 
auxílio-creche!
• Direito de redução da jornada para possibilitar estudos! Direito de folga no trabalho em dia de prova.
• Estágios regulamentados, remunerados e com oritentação para todos!
• Salário digno para todos, rumo ao 
salário mínimo do DIEESE (1.600 
reais) garantido a todos!


Na luta contra a opressão!

A exploração sempre é acompanhada pela opressão. Esse sistema não oferece um futuro para a maioria dos jovens. Quando isso leva a uma explosão de problemas sociais como a violência, o abuso de drogas etc. a única receita real é o aumento da repressão. 
Jovens da periferia sentem isso cotidianamente ao serem tratados como potenciais criminosos, especialmente os jovens negros. 
Além de terem os menores salários, as jovens mulheres sofrem a opressão de gênero, com assédio e violência. Mas há também a ditadura da estética, na qual as jovens são submetidas a um padrão de beleza impossível, reduzidas a um objeto de prazer para os homens e produtora de filhos. Estupros, transtornos alimentares, mães pré-adolescentes – tudo isso são sintomas de uma sociedade machista onde as jovens mulheres não têm o controle sobre o seu corpo e seu destino.
Contra discriminação no local de trabalho: assédio moral e sexual, discriminação no salário e na carreira, etc..
• Combate a toda forma de opressão: gênero, racial e 
diversidade sexual.
• Pelo direito da mulher decidir sobre o seu próprio corpo. Contraceptivos gratuítos, educação sexual de qualidade e 
pela legalização do aborto.
• Combate ao desemprego e à pobreza nas periferias: Trabalho para todos. Pela reforma urbana, moradia e infra-estrutura para todos!
• Acesso à cultura, esporte e lazer para todos!


Educação pública, de qualidade e gratuita para todos!

O Brasil tem um dos sistemas de educação mais elitizado do mundo. Só um terço dos jovens concluem o ensino médio e somente 11% estão nas universidades. O ensino público é sucateado, com as verbas desviadas para a corrupção e para o pagamento da dívida públicos para os banqueiros e ricos.
Para ter acesso às universidades públicas, os jovens têm de passar pelo funil do vestibular, que funciona como uma peneira social que exclui quem vem das escolas públicas. Por isso, 70% dos estudantes do ensino superior estão em universidades privadas. A maior parte delas são de baixa qualidade; as poucas que sobram são caríssimas e de difícil acesso. 
As universidades privadas não oferecem assistência estudantil e é muito difícil para os poucos jovens trabalhadores concluírem seus cursos. Os altos custos com moradia, transporte, alimentação, xérox etc., força os estudantes a trabalharem grande parte do tempo que deveriam dedicar ao estudo, levando a resultados piores.
A reforma universitária do governo Lula não altera esse quadro. Ao contrário, ela tem uma lógica privatista usando verba pública para ajudar a sustentar os tubarões do ensino privado. A reforma também abre para mais verba privada no ensino público, aprofundando a lógica da mercantilização. As cotas implementadas não são suficientes, a grande maioria ainda é excluída, e continuará até que se rompa a lógica neoliberal e se invista massivamente no ensino, como um direito básico para todos.

Lutamos por:

Democratizar o acesso

• Democratização do acesso à 
universidade pública! Universidade pública, gratuita e de qualidade 
para todos! Fim do vestibular! 

• Cotas para negros e negras nas 
universidades até a garantia de 
universalização do acesso!

Assistência e permanência

• Assistência estudantil gratuita 
em todos os níveis: moradia, 
alimentação e saúde. 

• Passe-livre já para estudantes e 
desempregados!

• Creche em todos períodos, inclusive no noturno, para estudantes com 
filhos.

• Não aos cortes das bolsas de ensino, pesquisa e extensão! Matrícula dos inadimplentes! 

• Redução da jornada de trabalho sem redução de salário para o 
estudante trabalhador!

Educação é direito, não mercadoria

• Não à contra-reforma universitária do governo Lula! Verbas públicas só para o ensino público! 
• Fim das Fundações privadas nas universidades públicas!


• Abertura das contas! Estatização 
sem indenização e com controle 
democrático dos trabalhadores e 
estudantes das universidades 
privadas que não garantam qualidade, condições de trabalho e estudo e 
assistência estudantil!

Democracia
• Colegiados ou Conselho de Escola 
deliberativo e soberano em relação a todas as questões da vida da escola! 

• Eleição democrática para reitores.

• Pelo direito de se organizar! Contra a repressão ao movimento estudantil!
Mais verbas para a educação

• Fim da superlotação das salas de 
aula: no máximo 25 alunos no 
ensino fundamental e médio!

• Elevação dos investimentos em 
educação para 15% do PIB! Não 
pagamento da dívida aos grandes capitalistas para financiar a 
educação, os serviços públicos 
e o desenvolvimento econômico 
e social!

Juntos contra os ataques neoliberais

Enquanto vivermos numa sociedade baseada em exploração e opressão, esses problemas não vão desaparecer. Por isso, a nossa luta também é contra o sistema capitalista, que sobrevive da produção de lucros para uma pequena minoria e utiliza as opressões para dividir e enfraquecer os trabalhadores. 
Nossa luta tem de ser pela união de todos os oprimidos, combatendo todas as opressões, e para mostrar que uma outra sociedade é possível, uma sociedade socialista, na qual os bancos e as grandes empresas são propriedades de todos, com uma gestão verdadeiramente democrática dos trabalhadores, com uma produção voltada às necessidades de todos, e não ao lucro de poucos.
A situação que vimos no Brasil não é única. A política neoliberal que praticamente todos os governos implementam tem como objetivo salvar os lucros dos patrões atacando os direitos dos trabalhadores. Eles atacam os direitos da juventude trabalhadora para depois atacarem o direito de todos. 
Mas há também uma resistência contra esses ataques. Durante 2006 vimos vários exemplos de luta de jovens pelo mundo. Na França, estudantes secundaristas e universitários ocuparam as escolas e universidades no início do ano e conseguiram barrar uma nova lei que o governo de direita queria implementar. A intenção era transformar todos os jovens com menos de 27 anos em mão de obra precária, podendo ser demitidos sem justa causa a qualquer momento durante os 2 primeiros anos de trabalho. 
Estudantes na Grécia também realizaram a maior onda de ocupações de universidades também nesse ano e no Chile os secundaristas fizeram um poderoso movimento que obteve diversas concessões do governo.
A nossa luta é a mesma luta dos jovens e trabalhadores da Bolívia, Venezuela, México, Iraque, Palestina, França, Alemanha, China, Estados Unidos e tantos outros países. Lutamos contra o imperialismo, contra a exploração dos capitalistas de países ricos sobre os países pobres, com suas guerras e opressões nacionais. Lutamos contra a ocupação dos EUA no Iraque, pelo direito dos Palestinos de terem seu próprio estado, contra as tropas brasileiras no Haiti. Um mundo socialista é possível, e também urgente!
 A nossa contribuição para essa grande luta passa pela defesa de direitos para a juventude trabalhadora no Brasil e pela construção de uma unidade dos trabalhadores contra os ataques dos patrões e a política neoliberal dos governos federal, estaduais e municipais. 


Una-se a nós nessa luta!
• Unificar as lutas para combater os ataques neoliberais dos governos federal, estaduais e municipais!