quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Crescimento do emprego formal: Trabalhadores em luta

O Ministério do trabalho comemora um de seus grandes feitos, o crescimento do emprego formal. Em janeiro este crescimento foi de 35,5% ante o mesmo mês de 2007. Os maiores crescimentos são referentes a setor de indústrias de Transformação (50.045 postos), serviços (49.077 postos) e construção civil (38.643). Este relativo aumento no emprego com carteira assinada é referente a um amento de demandas internas. Um crescimento econômico junto com o aumento nos empréstimos, favoreceram a construção de imóveis e do consumo.

Tamanho crescimento do emprego não é proporcional a uma diminuição no desemprego, que só é 0,5% inferior ao ano passado. Este ano é 9,5%, nas regiões metropolitanas, enquanto em 2007 era 10%, o que nos mostra um gande crescimento da população economicamente ativa, assim como uma certa transferência do setor informal para o setor formal. Assim, o crescimento no mercado de trabalho ainda não é o suficiente para assegurar a inclusão de toda a demanda.

Em 2008 o crescimento previsto é de 1,8 milhões de novos trabalhos. Porém, a crise que ronda os EUA e os países europeus não perdoará o Brasil por mais um ano. Especialistas acreditam que em 2009 os empregos serão afetados.

Outra característica do mercado de trabalho é o aumento de vagas que exigem maior qualificação. Para resolver tal problema o governo ira destinar 800 milhões reais para convênios com instituições que promovam formação profissional, incluindo sindicatos. Desta forma o governo mata muitos coelhos com uma única cajadada, privatiza cada vez mais a educação, na medida em que não investe nas instituições públicas de educação e atrela os sindicatos a estrutura estatal, ferindo sua independência e autonomia, dificultado a organização das lutas dos trabalhadores, sua verdadeira função.

O que podemos concluir com certeza é que cresce a classe trabalhadora no Brasil. Episódio como esse já vimos em outros momentos da história, como na década de 30, com a industrialização, durante o governo do Vargas; com a abertura da economia para as transnacionais, no governo militar, e em ambos os casos ocorreram grandes lutas dos trabalhadores. As greves no ABC, no final de 70 e começo de 80 não nos deixam mentir.

E agora, o que dará a equação do crescimento do mercado de trabalhos, junto com as precarizações, através dos trabalhos terceirizados, dos ataques as leis trabalhistas, como a Reforma da Previdência, Trabalhista e Sindical?
Os trabalhadores vão se calar e abrir mão da sua parte no crescimento da economia para manter os enormes lucros das empresas?

2 comentários:

Movimento da Juventude Trabalhadora disse...

Devemos sim seguir o exemplo das lutas dos trabalhadores de outras gerações. Trabalho no telemarketing e tenho 20 anos, pouco vi de grandes lutas, só seio que li e o que escutei do meu pai, que era metalúrgico. Fico feliz em saber que existem jovens que queiram se organizar e exigir melhores condições de trabalho. Vocês podem contar comigo para agitar os operadores da Teleperformance, onde trabalho.
Valeu.

Unknown disse...

Podem contar comigo, também trabalho na tp