quarta-feira, 23 de abril de 2008

Operadores dizem não aos 20 minutos que trabalham de graça!

O MJT organizou uma campanha por melhores condições de trabalho que denunciava os 20 minutos que os operadores de telemarketing trabalham a mais. Enquanto deveriam trabalhar 6 horas, muitos operadores trabalham 6 horas e 20 minutos. Algumas empresas alegam que os 20 minutos são referentes a NR 17, outras justificam que se refere a compensação do horário de almoço. Em outros casos, raras exceções, a empresa mantêm 6 horas diárias.

Os trabalhadores não são bobos, além de entenderem que por lei esses 20 minutos não deveriam existir, sabem que em primeiro lugar devem estar o trabalho digno, as boas condições de trabalho e o respeito a sua saúde, que em nada estão favorecidos quando os operadores tem que trabalhar 20 minutos a mais sem nem receberem por isso.

5 mil operadores de diferentes empresas assinaram um abaixo assinado que repudia esta prática das empresas de Call Center, exigem a retirada desses 20 minutos e afirmam “Não somos máquinas”.

Você já pegou sua doença hoje?

Doenças são uma realidade na vida do teleopredor!

Como está a sua saúde? Esta foi a pergunta que o MJT fez para os operadores de telemarketing, mais ou menos nesta mesma época do ano, no ano passado. Nesta pesquisa se confirmou que 90% dos entrevistados possuíam alguma doença ligada ao trabalho, como LER, tendinite, gastrite, dor de cabeça, náuseas, desmaios, stress.

E você, qual a última vez que sentiu alguns destes sintomas? Antes de ontem, ontem, hoje, ou está sentindo agora, enquanto lê esse papel?

No dia 28 de abril, dia da saúde do trabalhador, os operadores de telemarketing não tem nada para comemorar. Um ano depois, o MJT retorna para denunciar a continuidade da exploração nos Call Center, o assédio moral (ofensas, xingamentos, humilhações por parte do supervisor), assédio sexual, horas extras forças, acúmulo de tarefas e funções...

Enquanto isso no palácio do governo é construída a solução mágica, com vocês a NR 17! Puts, ninguém acreditou nisto. A NR 17 foi criada para melhorar as condições de saúde do teleoperador, porém, além de não ter nada de novo nesta norma, só a ergonomia (condições do ambiente) o governo nada fez para garantir que as empresas de Call Center a implementasse.

Não nos surpreendemos com a falta de melhoras no trabalho no telemarketing, que o MJT denunciou o ano passado. Pois, sugar até a última gota do trabalhador, para que esse renda o máximo de lucros para a empresa, é a lógica das empresas.

O telemarketing surgiu para aumentar os lucros, já que um operador terceirizado ganha até a metade que um operador contratado direto pela empresa do produto que trabalha.
Esta lógica perversa, em que o trabalhador sempre se dá mal, só será contrariada quando os operadores perceberem que não são um indivíduo explorado, mas sim, são mais de 600 mil no Brasil, que passam pela mesma situação. Somente unidos, e lutando para reconquistar os sindicatos como de ferramentas de luta, poderemos dizer não a todas as doenças que temos que levar para casa.

Participe do ato de denúncia as condições de trabalho no
telemarketing:
dia 28/04, ás 15h, na Rua 7 de Abril (esquina com Rua Marconi)

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Como participar desta luta?!

Esta é uma luta que é diária, quando conversamos com nossos amigos, colegas de trabalho e questionamos todas as contradições que somos submetidos. No entanto, sabemos que sozinhos nossa força é muito pouca, precisamos mostrar para aqueles que nos exploram e oprimem que somos muitos e somos fortes.
O MJT é baseado na solidariedade dos trabalhadores , que muitas vezes não pode distribuir um panfleto em sua empresa, pois pode ser mandado embora, mas sabe que o que ocorre com ele no seu local de trabalho, também acontece com outras pessoas. Por isso, construímos a luta por dentro da empresa (conversando com outros funcionários nos intervalos, passando abaixo a assinado...), mas também, de forma mais pública, denunciando para a sociedade, distribuindo boletins e panfletos na porta da empresa e isso quem faz é uma pessoa que não trabalha naquele local.
Toda ajuda é valida e importante. Sem falar que é uma grande experiência ir para a porta de uma empresa conversar com os trabalhadores e chamá-los para esta luta que é de todos nós.
Mande um e-mail para juv.trab@yahoo.com.br e vamos marcar marcar uma conversa!!

VALEU!

Pela readmissão imediata dos funcionários demitidos na SD!

Aos funcionários da Serviços Digitais e usuários do bilhete único,

Serviços Digitais em véspera de conseguir ISO terá que se explicar ao público

Cinco funcionários Serviços Digitais foram demitidos após uma paralisação. Nesta sexta-feira, 04 de abril, as unidades de atendimento do bilhete único, administrados pela empresa Serviços Digitais que presta serviço para SPtrans (São Paulo transportes), se depararam com uma paralisação de funcionários que durou cerca de uma hora. Houve uma boa adesão por parte dos funcionários apesar da fragilidade na organização que encerrou a paralisação com a promessa do diretor da empresa em fazer uma reunião para discutir as reivindicações.

Não é a primeira vez que estes trabalhadores se mobilizam diante das ameaças a seus direitos por parte desta empresa que no ano passado com a ajuda do sindicato tentou convencer os funcionários de que passarem a trabalhar em regime de cooperativa seria vantajoso.

O Sindpress, sindicato dos prestadores de serviço de são Paulo, ligado a Força Sindical, que deveria representar a categoria, esteve mais uma vez ausente neste processo de mobilização, o que é uma prática comum dessa entidade, que em geral está ao lado da empresa.

Diante da situação em que se encontram as condições de trabalho nesta empresa os funcionários se viram obrigados a se moverem e viram na paralisação uma forma de serem ouvidos.

Seguindo a lógica do mercado capitalista que visa apenas o lucro, a empresa Serviços Digitais vem adotando uma política de redução de custos aonde a conta está sendo cada vez mais paga pelos trabalhadores.

A terceirização é uma dos métodos usados para privatizar o serviço público e cortar os gastos. Cada vez que o contrato é renovado, as empresas competem quem faz o contrato mais barato. Ao mesmo tempo a empresa quer garantir seu lucro. Quem sai perdendo são os trabalhadores, que cada vez vêem seus direitos retirados e os usuários, com o rebaixamento da qualidade do serviço. Quando a Serviços Digitais assumiu o serviço da SPtrans em 2005, os trabalhadores perderam vários direitos, ao mesmo tempo que o trabalho aumentou consideravelmente, com a introdução do bilhete único.

A atual situação é de enxugamento no quadro de funcionários, o que tem gerado esgotamento físico e mental, acúmulo de tarefas, afastamento médico, quebra de caixa (falta de dinheiro no caixa) e perda salarial.

A última peripécia cometida por parte da empresa na tentativa de diminuir os quebras de caixa dos funcionários foi a de suspender a cesta-básica quando verificada tal falta. Ou seja, o funcionário será punido duas vezes por ter cometido um erro que é na maioria das vezes causado pelo estresse gerado pelo alto nível de exploração ao qual está submetido.

Compreendemos que esta iniciativa por partes destes funcionários é importante e mostra que os trabalhadores estão insatisfeitos e dispostos a mudarem essa realidade.

Mas não podemos esquecer que sem a organização e união dos trabalhadores, esse movimento pode ser facilmente esmagado pela empresa e frear um processo de luta que nasce nesse momento.

A prometida reunião para ouvir as reivindicações transformou-se na demissão de cinco (05) funcionários no dia seguinte. Vale ressaltar que três funcionários que foram desligados da empresa não fizeram parte da paralisação.

É importante citar aqui as palavras do senhor Edson Goulart, responsável pelo RH da empresa, que deixam claros os motivos das demissões: ”Você não faz mais parte do quadro de funcionários devido ao acontecido de ontem”.(Referindo-se a paralisação).

A paralisação foi só um primeiro passo. Para conseguirmos garantir que a empresa atenda as nossas reivindicações, vai ser preciso continuar a luta, e de uma maneira mais organizada. Também vai ser importante garantir apoio de outros setores combativos, que também são afetados pela mesma política de privatizações e retiradas de direitos, como os metroviários.

Participe você também dessa luta! Envie e-mail para:trabalhadoressdnaluta@gmail.com

Mande e-mails de protesto, exigindo a readmissão dos funcionários demitidos para:

sptrans@sptrans.com.br e urbano.esteves@trendseng.com.br

• Contra a criminalização do movimentos sociais; Readmissão dos funcionários demitidos;

• Contratação de funcionários e fim do acúmulo de funções;

• Não ao desconto da cesta-básica por motivo de quebra de caixa e de atrasos, pois cesta-básica é um direito adquirido e não um bônus;

• Aumento de salário e do vale-refeição;

• Contra qualquer tipo de repressão aos funcionários pelo direito de organização dos trabalhadores;

• Melhores condições de trabalho(móveis adequados, ventiladores, ar-condicionado)

• Respeito aos funcionários e participação real nas decisões da empresa.

quarta-feira, 26 de março de 2008

BH: trabalhadores de empresa de telemarketing estão em greve. Conlutas (MG) pede solidariedade

As trabalhadoras e trabalhadores da AeC - CENTRO DE CONTATOS S/A, uma das principais empresas de telemarketing de Belo Horizonte/MG, entraram em greve nessa quarta-feira, dia 12 de março.

A greve é dirigida pela nova diretoria do Sinttel – Sindicato dos Trabalhadores em Telefonia e Telecomunicações – que tomou posse há oito meses, derrotando a antiga diretoria, ligada à CUT. Da atual diretoria participam militantes e simpatizantes da CTB e da Conlutas, além de dissidentes da CUT.

A empresa paga salários miseráveis e ainda vem descontando, de maneira indevida, algumas verbas dos salários dos trabalhadores, sem qualquer explicação. O piso para o trabalhador de 6 horas é inferior ao salário mínimo vigente.

Os trabalhadores são muito jovens e a grande maioria da categoria é formada por mulheres. A AeC presta serviços para o município de Belo Horizonte e para o estado de Minas Gerais e para empresas como a BHTrans e TIM.

Segundo Andréia Umbelina, diretora do Sindicato, “mais de 70% dos trabalhadores em call center são mulheres e muitos vivem a experiência do primeiro emprego. As condições de trabalho são precárias, os trabalhadores vivem sob intensa pressão no ambiente de trabalho para atingir as metas estipuladas pelas empresas. O tempo para ir ao banheiro é de apenas cinco minutos e muitos trabalhadores adoecem, contraem infecções. O lanche é uma porcaria. Por essas e outras questões o Sinttel está ao lado do trabalhador reivindicando melhores condições de trabalho e um salário digno”.

Os grevistas têm se reunido e feito suas refeições na sede da Conlutas, no centro de BH, onde foi montado o comando da mobilização.

Conlutas MG
(mensagem de 12 de março 2008)
Site da Conlutas: www.conlutas.org.br

segunda-feira, 24 de março de 2008

Dia 26 de Março é dia de luta contra a privatização da CESP

A liquidação das estatais paulistas já começou. A CESP (Companhia de Energia de São Paulo) é a maior geradora de energia elétrica de São Paulo e responde por 15% da produção do país, ainda tem o controle de grandes hidrelétricas, tais como Ilha Solteira; Três Irmãos; Jupiá; Paraibuna; Jaguarí e outras que totalizam mais de 7.000 MW de capacidade instalada.

Os consultores contratados pelo governo paulista avaliaram a CESP em R$ 6,6 bilhões, valor até 4 vezes menor que o real. Muito baixo porque desde que as bacias hidrológicas sejam devidamente protegidas e preservadas, as hidrelétricas podem gerar energia indefinidamente, portanto, não se pode estimar seu valor.

A Campanha “Serra Liquida São Paulo” impulsionada pelo PSOL é o que há de mais dinâmico na denúncia de toda a privataria promovida por Serra. Caso não haja uma forte resistência por parte das organizações dos trabalhadores, Serra ficará mais a vontade para prosseguir com as privatizações no estado de São Paulo e mais ataques à população.



Às 8 horas da manhã, em frente a BOVESPA

terça-feira, 18 de março de 2008

Vamos denunciar a super-exploração no telemarketing!

As empresas de Call Center (telemarketing) ganharam um enorme impulso no Brasil a partir da década de 90 devido às privatizações iniciadas por Collor/FHC e continuadas por Lula em seu primeiro mandato. Para cortar gastos e se manterem competitivas no mercado, as empresas realizaram demissões em massa, cortaram benefícios dos trabalhadores e terceirizaram seus serviços de relacionamento com clientes, fato este que possibilitou a proliferação do telemarketing no país.

Atualmente os Call Centers empregam no Brasil um exército de aproximadamente 600 mil trabalhadores. Composta por jovens em sua esmagadora maioria, a categoria ainda não possui regulamentação claramente definida na justiça do trabalho, o que favorece os espúrios acordos entre empresas e sindicatos pelegos.

As empresas de Call Center estão para os jovens assim como os McDonald’s, as Blockbusters etc, ou seja, elas superexploram a juventude pagando baixos salários e oferecem quase nenhum benefício, conseguindo, assim, lucros cada vez maiores às custas do jovem trabalhador.
As dez maiores empresas de Call Center no Brasil tiveram um faturamento bruto de 3 bilhões e 700 milhões de reais em 2005. Juntas, elas empregam aproximadamente 220 mil trabalhadores. Isso significa queque cada funcionário rende, em média, cerca de 17 mil reais por ano à empresa na qual trabalha! Isso equivale a quase 4 vezes o rendimento anual de um operador, que em geral recebe em torno de um salário mínimo por mês. Essa é a expressão nua e crua do capitalismo: altos rendimentos aos empresários e baixa remuneração aos trabalhadores.

+ Abertura imediata das contas das empresas de Call Center!
+ Redução da jornada de trabalho sem redução de salário!
+ Aumento do piso salarial rumo do salário mínimo da DIESSE (1.600 reais)!

Venha construir o Movimento da Juventude Trabalhadora!

Queremos construir um movimento que denuncie essas injustiças. Cada caso de exploração, opressão, exclusão e injustiça em que estamos presentes vamos tornar público. Dessa maneira vamos ser parte da luta contra os ataques dos patrões e dos governos neoliberais, seja em nível municipal, estadual ou federal. Venha discutir a construção do movimento consco!